sábado, 4 de agosto de 2012

Água, eu preciso

Água, eu preciso



Água eu tenho para beber
Mas ela nunca foi pura
Até água é dificil de se ver
Mas ela nunca nos veio por uma bela estrutura


A meses imploro que ela finalmente toque minha pele
Mas ela apenas chega por minha língua, cheia de barro
A Mãe Terra nunca nos deu muita água, apenas o suficiente...
O suficiente para uma vida curta...


Biscoitos de barro vem para o jantar
E quem me dera tivessemos ao menos água para acompanhar
Mas a Mãe Terra apenas dá o necessário
Enquanto que tiras de mim o extraordinario


Se ao menos um banho eu pudesse receber
Apenas Um!
Nem que fosses no meu leito de morte a ter
Apenas um...


Se eu tivesse, lavaria meu rosto
Tentaria tirar essa aparencia de um ser morto
Lavaria meu peito
Refrescaria a alma de meu sujeito
Molharia as mãos
Para tocar pela primeira vez em meu coração
E finalmente molharia os pés
Para sentir como a Mãe Terra realmente és...


Água eu tenho para beber
E ela se chama barro

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