terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Devaneios de meus devaneios

Eu quero ver o mundo queimar

Eu quero ver o mundo se destroçar

Mas acima de tudo, eu quero sentir...

Sentir o que já sentiram

Dizer o que já disseram

Mas do meu modo

Um modo confuso

Um modo pensando

Do meu jeito simples

Do meu jeito composto

Eu quero dizer isso de maneira que entendas

Mas sem fazer lá muito sentido

Eu quero sentir minha alma

Pois uma parte de mim eu já conheço

Já que já dizia a velha frase:

“Conhece-te a ti mesmo”

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Jovem Escritor

Jovem Escritor

Por milhões de vezes fora contada a história.

Era uma vez um garoto.

Ele era só um garoto.

O pirralho acordou em mais uma manhã de domingo.

Muito sangue seria derramado até ele notar.

Sua veias eram comprimidas enquanto se levantava de sua velha cama.

Olhava para a janela a espera de um milagre, enquanto contemplava os pássaros.

Essas pequenas criaturas olhavam para ele em igualdade, mas o desprezavam.

Nada fez o garoto.

O jovem se preparou para levantar.

Noventa mil estalos foram soados quando o fez.

Seus ossos eram frágeis como o vento.

Seus pensamentos eram pífios.

Seus sentimentos eram armas que feriam a si mesmo.

Sentimentos tão fortes que chegavam a mover montanhas.

Que moviam as engrenagens do mundo.

Mas que emitiam grande radioatividade.

Alongou-se como uma serpente e soltou-se como uma formiga.

Arregalou os olhos como uma coruja.

Trocou de roupas vagarosamente.

Escolhera com cuidado suas roupas.

Vestiu o jeans azul e uma camiseta que lhe dava aparência de um mauricinho nerd.

Seu cabelo loiro era um troço.

Foste para o banheiro e enxugou seu rosto com leveza.

Olhou-se no espelho e avistou sua alma.

Estava podre e toda corrompida.

Apenas não conseguia ver seu coração, que se mantinha intacto.

O jovem pensou sobre sua fatídica vida.

Uma vida cheia de mordomias possuía.

Mas que nenhum sentido lhe circundava.

Não valorizava os objetos, mas sim as pessoas.

A matéria é temporária, mas a memória se torna eterna.

Assim então, correu até sua bolsa em busca de seu caderno e uma caneta.

Agarrou-os como se sua vida dependesse deles, e dependia.

Abriu-o em busca de alguma página em branco para escrevê-lo.

Com a caneta vermelha fez seu símbolos no caderno.

Escrituras em uma língua muito usada, mas pouco valorizada.

Estripando em suas frases todas as intolerâncias do mundo.

Tendo a intolerância sobre a intolerância.

Abrindo sua memória e convertendo em histórias gerais.

Espremendo para o papel as grandes idéias.

E mutilando as belas superfícies das folhas de papel em branco e bege.

Lançando a tinta vermelha da caneta como arrancas sangue das veias de alguém.

E era apenas uma vez... Em que o garoto realmente notou que já era hora...

Hora de viver...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Reta Final

Reta final. Minutos para o fim. Ultima oportunidade.
Penso em desistir, penso que vou cair.
Começo a corrida pelo princípio de rumo ao inferno.
Vozes me chamando para todos os locais, vindas de dentro de mim.
O suor começa a escoar por todos os orifícios.
Sinto o nervosismo se estabelecer cada vez mais dentro de minha alma.
Eu tropeço, eu caio, eu falho. Risco tudo por cima e tento novamente.
Caio de novo. Levanto. Repete-se.
Todos rindo de mim. Me encolho de vergonha.
Supero, começo a rir deles.
Me insultam. Passo por cima deles. Passo em volta deles.
Continuo, em rumo ao inferno, o deserto das emoções.
Reta final. Segundos para o fim.
Caio, penso em desistir, mas continuo andando de cabeça baixa.
Levanto a cabeça. Começo a correr.
A adrenalina espalha-se pelo corpo, pela mente.
Ferimentos se formam em minha pele.
As cicatrizes se abrem.
Começo a sangrar.
Me apaixono e caio de amor.
Parto meu coração aos poucos.
Perco as energias.
Enfraqueço, desmorono.
Questiono, mas não me respondem.
Começo a cicatrizar.
Reta final. Milésimos para o fim.
Penso em desistir, mas no final venço.
Olho para trás e vejo quem perdi.
Se eu pudesse, faria tudo totalmente diferente desde o princípio.
Reta final...
Só falta o suicídio...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Diga...

Pelo o que procuras, andarilho?
Informação? Idéias? Vidas?
Precisão?
Apenas terá indecisão.

Conte-me sua vida que lhes direi a minha.
Diga a minha morte que lhes direi a sua.
Seja parte de mim.
Seja parte do povo.
Seja o que realmente somos.
Grupo de humanos pensantes, críticos.
Agrupado de emoções, de informações.
Ideia de nações e de sensações.

Torna-te para ti o que tornarei para mim.
Faça de mim o que faço de você.
Pense, reclame, critique, incite, discute...
Pense, reclame, critique, incite...
Pense, reclame, critique...
Pense, reclame...
Pense...
...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Zombies Pensadores

"Muitas histórias eu escutei sobre eles. Pessoas sendo transformadas em comedores de cérebros e todos esses troços. Mas nunca se perguntaram como que realmente era ser um deles... Ser um “Morto-Vivo” enlouquecido tomado pelos instintos... Como seria?
Quando se acontece um ataque de Zombies e você se torna um deles ao invés de morrer deve ser algo estranho. Senti literalmente na pele como é ser um deles..."

Link para a história: http://neohistorys.forumeiro.net/t40-zombies-pensadores#107

Pois é, mais uma histórinha, mas desta vez sem compromisso nem nada com ela, só um passa-tempo!
Se você se interessou, leia, se não, não leia, mas não deixem de comentar...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Bela Vida

Bela Vida









Os sinos tocaram. Todos perante o altar. O padre segurando o bebê. Uma criança que se integraria na sociedade.


Aprenderia, Cresceria, Amaria, Sofreria...


Tentaria fazer coisas para mudar o mundo, mas que de nada adiantariam...


Perceberia isso tardiamente ou talvez até bem cedo.


Teria uma família. Seria um pouco feliz. Teria uma vida ingrata.


Faria o bem para muitas pessoas, mas nem perceberia.


Chegaria a tal idade e morreria, seja de ataque cardíaco, outras doenças ou... Suicídio.


Alguns chorariam em seu tumulo. Um tumulo vazio, já que lhe restou foi cinzas que foram jogadas ao mar em honra... Mas que contribuíram em poluí-lo.


Os sinos tocaram. Todos perante o altar. E o padre pregando a falsa felicidade no mundo...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Juramento da Paciência e Tolerância

No dia mais claro, na noite mais escura
O bem e o mal, junto de seus sentimentos há de penar
Quando com minha tolerância se encontrar

Que minha paciência seja mais forte que sua coragem,
ira, medo, avareza e esperança juntas.
E que minha tolerância me faça aguentar tudo.