domingo, 28 de agosto de 2011

Mais do que um espelho

Ele quebrou o espelho...

Espelho que lhe mostrava a alma.

A alma corrompida. Cheia de desejos e idéias impuras.

O espelho mostrava mais, bem mais.

A mais nele do que os olhos podem ver.

Pelo espelho passava ganância.

Pelo espelho passava fé.

Pelo espelho passava deus.

A crença, os sentimentos, o poder... Tudo por ele.

O espelho era causa, era a solução, a reflexão do ser.

Era tudo e ao mesmo tempo era nada.

Talvez sua imagem seja simplesmente virtual, ou por trás de tudo, seja a real.

O espelho era a janela da alma, a porta do inferno, a escada para o céu.

Ele é decorativo, é uma arma, é um simples objeto.

Mas então foi quebrado.

Tudo o que já era ruim se tornou pior ainda.

As almas deixaram seus corpos, agora vazios.

A guerra tomou seus corações.

E o espelho...

Ele quebrou o espelho...

sábado, 20 de agosto de 2011

Pergunta básica pessoal: "Quem é Deus?"

Ele não é alguém. Ele existe. Ele não existe.
Se ele existe, ele não se importa, ele cria, destrói; ele vaga ou é fixo. Ele é uma coisa, não um alguém.
Se não existe, o que se cria vem do nada. O nada é algo. Tudo é nada.
Não se tem como provar. Nossos fatos são mentiras e as mentiras são o que são.
Não sabemos e não conseguimos entender o certo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

História Aleatória 1

Ele se senta, logo após ter chegado ao recinto. Uniforme escolar ele está usando, mas o recinto não chega nem a ser uma escola. Várias pessoas situam-se no mesmo local, esbarando umas nas outras.
Todos falando ao mesmo tempo, alguns discutindo agressivamente. Um verdadeiro caos se instalando.
Ele solta a mochila que a pouco se situava em suas costas. A mochila de mais de dez quilos cai no chão e arrasta toda a atenção das pessoas para ela num estrondo produzida pela mesma no encontro do piso. Todos começam a encarar o sujeito de uniforme escolar. Ele começa a se sentir ruim. Todos voltam a conversar, mas falando desta vez sobre ele.
Encaram-no novamente enquanto conversam sobre o ocorrido. Chamam nomes feios referindo-se a ele. Mas ele tenta manter a calma.
Começam então a agredi-lo verbalmente. Ele tenta manter a calma, mas a cada segundo, a cada milésimo, está mais próximo de uma explosão de emoções. Porém, ainda está exausto da caminhada que fizera para chegar ao local.

Ele fecha os olhos por um instante e logo abre eles. Então vê que na realidade não há ninguém além dele no estabelecimento. O estabelecimento é sua casa, seu lar. Porém, as vozes continuam em sua cabeça. Ele começa a se preocupar e enlouquecer.
Vai até a cozinha, pega uma faca de cozinha afiada no armário e ameaça a si mesmo se suicidar com tal instrumento. Ele tenta, mas desiste antes. Não por medo de que vá doer ou algo do tipo, mas por falta de coragem na escolha que fazes.
Tortura a si mesmo todos os dias se mantendo desconexo das outras pessoas, mas ao mesmo tempo isso lhe faz um bem, deixando-o preparado para cada problema com outras pessoas por saber lidar com as mesmas nas ocasiões já citadas.

Ele se senta na cadeira que se situa em seu quarto, na frente do computador. Entretanto, ao invés de ligar o computador como de costume para se distrair, prefere mantê-lo deligado e pensar um pouco nas coisas. Mas sobre o que pensas? Para que?
Mantem-se quieto e pensante pelo resto do dia, até chegares a noite para dormir. No dia seguinte faz a mesma coisa, e assim, sucessivamente por todo o ano, em todos os dias.

Sobre o que tanto pensas?
Você pode até tentar imaginar sobre o que é, mas com informações tão vagas, jamais saberia sobre o que realmente é!

...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Reflexão 1

Histórias tão incríveis, míticas... Escritas por todo o redor do mundo.
Adoráveis, respeitáveis... Mas apenas alguns autores conseguem mostrar para seus leitores o bastidão de conteúdo que os inspirou...
Só algumas histórias conseguem marcar nossas vidas para sempre, e digo isso: Não é aquela história fantástica, de sonhos e fantasias, de ação e aventura, de emoção e tristeza... Mas sim aquela história sem sentido que todos, inclusive você, odiaram, pois mostra tudo de mais podre que existe na vida.

O mundo não é um mar de rosas, um bastidão de alegria. O mundo é uma espécie de fruto que passou de seu tempo: Uma bela casca por fora, mas por dentro dá nojo só de sentir o cheiro.

Olhem com a alma, não com a droga dos olhos e sonhos felizes infantis!
Se ainda acham que este mundo não é repleto de sangue, já deve ser hora de começar a mudar...

Deve ser por isso que eu quis começar a escrever histórias... Pra mostrar que as histórias também tem seu lado estupido... E seu lado mítico...

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domingo, 19 de junho de 2011

Conto - Temática Medieval

“O cavaleiro caminhava pela vila, procurando por algo. Armadura de algum metal desconhecido, mas resistente, ele usava. Uma única espada enferrujada estava sendo segurada em suas mãos. Sangue nela e em toda a sua armadura havia.
Com um pensamento na cabeça ele estava. Ele largou a espada enquanto deixava a vila. Simplesmente deixou-a cair no chão.
A enorme criatura esperava ele chegar até ela. A garota perto da floresta esperava por seu pai, o cavaleiro ensanguentado. Ele chegou até ela e se desculpou por tudo que fez de errado e agradeceu por todos os bons momentos que tiveram juntos. Desculpou-se por não ter salvado a mãe da garota e ela chorou. Beijou a testa dela e foi em direção a floresta, onde aguardava a criatura que o assistia atentamente. A garota continuou assistindo ele ir para a batalha, desarmado. Chorar, ela não conseguia parar. Uma grande dor ainda sentia e tinha quase certeza que sentiria outra.

Quando estava a alguns metros da criatura, percebeu que ela estava com algo na boca. A criatura cuspiu a cabeça de uma criança que havia comido. O coração do cavaleiro se amargurou e a raiva começou a subir-lhe para a cabeça. Removeu da cabeça o que restava de seu capacete e jogou ele na criatura. Errou a criatura, mas estava determinado: Iria matar a criatura a qualquer custo.
Pele escamosa e dura como pedra. Dentes afiados. Uma cauda com um enorme espinho na ponta, que se parecia mais com um chifre do que com outra coisa. Quadrúpede e também inteligente. Não seria fácil combater tal criatura!

Lembrou de quando enfrentou a besta de duas cabeças dos pântanos de Arcontenia. Era muito pior que essa criatura, mas ele teve ajuda, muita ajuda. Lembrou de quando conheceu sua falecida esposa pela primeira vez, de quando se casaram e de quando ela morreu. Lembrou do dia em que sua filha nasceu. Lembrou dos dias alegres com sua família. Lembrou das brigas com a família e com os vizinhos. Lembrou dos velhos e já falecidos amigos. Lembrou...
Uma enorme corrente de prata ele guardava na sola do calçado de metal. Era grande o suficiente para dar três voltas completas sobre sua cintura. Ganhou quando salvou a vida do rei quando uma fera atacou a cidade. Ele e mais dois amigos estavam passando na cidade a procura de algum emprego, quando avistaram a fera. Ela estava destroçando a cidade e estava adentrando no castelo. Com o intuito de que quando matassem a criatura e que receberiam uma recompensa por isso, cataram as primeiras armas que viram pela frente e correram para matar a criatura. Mataram-na, mas na batalha, um de seus amigos morreu pelas mãos da fera.

Esticou do braço até os dedos em direção a criatura. Ela o olhou de forma diferente, se perguntando no que ele faria. Ela se aproximou e cheirou sua mão. A mão do cavaleiro tremia e fedia a medo. Ele fechou a mão rapidamente e golpeou o focinho dela. Arrancou a corrente da bota de metal e acertou com ela na criatura. Um corte foi formado na face da criatura por causa da corrente. Ela saltou para traz e o olhou uma ultima vez. Simplesmente deu as costas e foi embora. A garota que assistiu tudo não entendeu nada. Ela correu até seu pai, o cavaleiro, e perguntou o que aconteceu.
O pai respondeu que havia re-vindicado seu território e a criatura entendeu isso, no final. Ele simplesmente mostrou que era tão perigoso quanto à própria criatura e ela aceitou isso. Na realidade, nem isso fez sentido para ele.
Lembrou-se dos bons tempos, sorriu e tudo acabou. A criatura veio do nada e o matou com um único golpe. Caiu no chão, um corpo agora vazio e sem vida. A criatura olhou para a garota encarando-a e a garota retribuiu.

A garota decidiu esquecer. Sabia que se lembrar das coisas também trazia dor. Então ela esqueceu. E nunca mais viu um mundo como era antes. E o cavaleiro? Morto, como ultimo símbolo de sua época. A criatura? Nunca mais foste vista. E a garota? É uma boa pergunta!”

terça-feira, 31 de maio de 2011

Uma Semana - Repostas parte 2

Uma Semana de Vida - Respostas - parte 2

Viviane:

Muitas coisas de errado, mas com responsabilidade (HAHAHA!). Na verdade não pensaria muito em responsa, mas ia querer passar o ultimo dia com as pessoas que mais Amo!

Carlos Ferrari:

Faria tudo igual. Não mudaria nada na minha rotina. Que... Tem pessoa que dependem de mim. Mesmo sabendo que eu iria... Pois, não tem como evitar, não tem com eu mudar isso.

Andréa Maffezzolli:

Nas ultimas 168 horas da minha existência falaria verdades, experimentaria sabores diferentes, pediria perdão... Rsss... Estou brincando, desde os 15 anos levo cada dia como se fosse o ultimo, logo qualquer momento é o momento de partir, e se fosse a ultima semana? Faria o que faço sempre que é o que mais me dá prazer. Ficar com meus filhos, ver filme, comer pipoca, escrever... Escrever... Escrever... , dormir juntinho, beijar, beijar muito, sentir o cheiro deles, e ficar assim em êxtase pleno, como se o tempo parasse e a existência fosse um simples respirar.

Letícia:

Apenas viveria cada instante, cada segundo. Demonstraria meu amor para aqueles que realmente amo.

Caroline Ponticelli:

Não mudaria minha rotina, nem deixaria de fazer o que faço, apenas deixaria de fazer planos para o futuro, e incrementaria tudo em minha vida. Pois a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.

Arlene:

Eu prepararia meu lado espiritual.

Angelita:

Viveria os últimos dias sem medir as consequências que teriam as minhas atitudes(Viveria intensamente).

Rafael Vitor:

Viveria intensamente de uma ida de roubos até rachas clandestinas e faria muita festa.


Ainda tem mais!

Uma Semana - Repostas parte 1

"Se você descobrisse que tem apenas Uma Semana de vida, ignorando qual o problema que lhe estipula tal tempo restante, o que você faria nestes seus ultimos dias de Vida?"

Heitor Hernandez:

tentaria fazer algumas coisas e me isolaria

talvez eu me matasse antes do praso

Bruna Benetti:

me apegaria a Deus ... e passaria o resto dos meus dias em Toledo e me despedindo de todos!

Roger:

Sei lá

Por que tipo

Eu sou do tipo que odiaria fazer coisas ruins as pessoas pelo simples fato do medo de ser julgado pela minha conciencia... Ou seja: Sem assassinatos em massa... Apenas continuaria vivendo minha vida

Se eu fosse viajar para a algum lugar muito lindo

Eu entraria em depressão por causa disso

Pois mesmo estando num lugar lindo eu ficaria pensando mais ainda que vou morrer e que mesmo estando aqui, eu continuo morrendo

E isso não vai mudar

Se eu estivesse com meus amigos eu odiaria tambem, pois eu não quero que eles fiquem tristes só por que EU vou morrer

Por que porra eu não fiz nada de bom na minha existencia

E agora ainda faço as pessoas sofrerem pelo simples egoismo de querer ter alguem do meu lado

E se eu me suicidasse no primeiro dia? Pior... As pessoas ficariam pensando que eu sou um fraco, e não esse o tipo de pensamento que quero quando olharem para o meu tumulo.

E se eu ficasse com uma garota que eu amo? Que sentido teria? 1 semana? Mesmo? Até por que, eu nem conseguiria e se conseguisse seria 1 semana que eu passaria achando que ela merece muito mais do que eu, e tambem que merece muito mais do que uma semana com um falecido

Ou seja: não me resta escolha alem de não incomodar ninguem

E continuar

até morrer sozinho

Que no caso, eu me sentiria melhor, porem eu ja estaria morto desde a primeira semana sem estar morto

Vrow:

Eu estaria fazendo burradas

E aproveitando o resto de meus dias.

fazendo burradas.

Alberto:

"*Eu escreria um livro zobando da minha situação de nome : "com pé na cova." - A verba seria destinada ao armamento de rebeldes sirios para que joguem bombas nos EUA."

iria me isolar e escrever como se não houvesse amanhã até terminar esse livro

e o nome seria "Memórias de um pé na cova", na verdade

Guilherme:

eu iria procurar por um genio da lampada

e pedir mais dias

e É SERIO

mesmo que eu nao encontrassem

iria procurar por um


Em breve vou digitalizar as outras respostas, mas por hora são essas...